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quinta-feira, 14 de março de 2013

Impressões: A Revolução dos Bichos




Título: A Revolução dos Bichos  [ Animal Farm ] 
Autor: Geoge Orwell 
Editora: Companhia das Letras, 2007. 152 páginas. 
Preço: R$17 ~R$26 ( pesquisa realizada na data da resenha ) 


   Em uma fazenda na Inglaterra os animais se reúnem em volta do "Major", o animal mais velho e mais sábio , perto da morte ele quer transmitir aos seus colegas sua sabedoria de vida e abrir seus olhos para como tem sido tratados pelo fazendeiro Jones, assim como o futuro que os aguarda, fala também sobre a revolução, quando os animais se tornarão seus próprios mestres e os humanos deixaram de ser a espécie dominante. Após sua morte os animais da fazenda, liderados por dois porcos (Bola de Neve e Napoleão), tomam a fazenda de Jones a renomeiam de "Granja dos Bichos"

   A partir desse ponto os animais se organizam instituindo regras para o bem comum e para diferencia-los dos humanos, votam sobre os deveres e atividades da granja e trabalham de forma igualitária. Bola de Neve e Napoleão que aprenderam a ler e escrever são polarizados como lideres, colocando pautas e debatendo idéias para votação, até que um deles vai sofre um golpe do outro sendo expulso a força da fazenda. 

   George Orwell desenha sua história e os acontecimentos de acordo com o modelo básico de uma tomada da ditadura de esquerda, a tomado dos porcos do poder, a  imposição de regras, manipulação da verdade, demostrações de crueldade e força.

   Apesar de utilizar os elementos infantis da fabula o autor foi capaz de descrever todo conteúdo adulto necessário ao livro. É uma excelente introdução para as literaturas distópicas, principalmente "1984" por introduzir todos os temas abordados nesses livros de maneira simples e até didática.

   Os personagens fazem a história no livro, cada animal representa um dos extremos de personalidade que afloram em ditaduras, ovelhas que são seguidoras cegas, cavalos muito trabalhadores e crentes apesar de tudo, porcos manipuladores ( com destaque especial para "Garganta" , muito divertido! E desempenha um papel de muita importância ).

   Apesar do foco no socialismo/comunismo eu considero que as idéias aplicadas se encaixam perfeitamente em todo tipo de ditadura, incluindo as religiosas e conservadoras. Um livro rápido, com muito conhecimento e lúdico, com a narrativa inteligente, bem escrita e sem exageros. É dos livros obrigatórios as estantes. 




Fotos: 





domingo, 10 de março de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Impressões: O Hobbit J R R Tolkien

Impressões de Leitura



 O Hobbit por J R R Tolkien

Nesse livro acompanhamos a história da primeira aventura de Bilbo um hobbit que vive pacificamente com os seus no condado. Hobbits são criaturas muito pequenas com grandes pés e que vivem em tocas no chão, mas tocas arrumadas, confortáveis e mobiliadas com um grande despensa.
A história começa quando Bilbo recebe a visita de Gandalf, o mago, que procura o descendente da família Tûk para participar de uma aventura. Bilbo apesar te memórias do mago e realmente pertencer a essa família de hobbits audaciosos, não queria saber nada sobre aventuras e perigos e sim de viver sua vida pacata e confortável dentro da toca.

Gandalf não se convence e “força” o Hobbit a conhecer um pouco mais sobre a tal aventura ao convidar 13 anões para a casa de Bilbo. Ele está sendo convidado a participar como um ladrão para o grupo de anões que está em viajem para retomar o que é deles de direito. O grande tesouro e a fortaleza da montanha solitária onde seus antepassados viviam antes da chegada de Smaug, um temível dragão que ,atraído pela grande riqueza dos anões , ataca a montanha e expulsa os anões de lá tomando o ouro e prata para si.

Bilbo inicialmente se vê aturdido com tudo aquilo mas, como descobrimos com a leitura, acaba por se juntar a expedição mesmo que “sem querer” com a promessa de 1/14 do tesouro. 

O narrador da história é onisciente mas se foca principalmente em Bilbo. Algumas vezes ele descreve o que ocorre em outro local longe do grupo principal e algumas vezes esse narrador interrompe a história por algumas linhas para fazer uma relação com outra aventura, ou com o futuro, mas volta ao texto original dizendo que é uma história para outra hora. Então esse narrador está na verdade conversando com o leitor e não apenas contando a jornada.

É um livro curto e de leitura muito rápida, ele descreve o que acontece sem muitos rodeios ou filosofias. Mas apesar de ser curto acontecem muitos eventos diferentes na história, o que acarreta uma sensação de correria na narrativa


Os personagens principais são:

 Bilbo, que muda bastante ao longo da jornada, passando do ladrão assustado e sem experiencia a um hobbit corajoso, que descobre novas coisas sobre si, apesar das mudanças no comportamento dele serem brusca.

Os treze anões, que na verdade são tratados como um único personagem, nenhum deles, com um breve exceção ao final do chefe Thorin, desenvolve uma personalidade própria e identificável, algumas vezes o escritor descreve um pouco de dois ou três deles e dá uma voz a Thorin, mas ele está sempre falando pelo grupo. Na maioria das vezes são tratados em uníssono como “os anões”, “os anões fizeram”, “os anões disseram”, sempre com a mesma opinião. Mas é um grupo engraçado.

O Mago Gandalf é o personagem mais conciso da história, e acompanha a jornada até a metade do livro , é um mago inteligente e poderoso, muito ativo em situações de aperto, tem a personalidade forte e impactante mesmo não acompanhando a história toda.


Uma gama rica de tipos e personagens secundários também são apresentados, mas nenhum ganha muito desenvolvimento.

Outro ponto forte do livro são os variados apuros em que os personagens se metem, como eu disse, são tratados apresadamente, e muitas vezes se resolvem por milagre, mas são situações que mereciam um desenvolvimento mais profundo.


O que acontece é que durante o livro todo o autor chega em um ponto que começa a crescer em tensão, aumenta e pede um resolução de acordo, que nunca vem, o que vem na história é uma resolução mágica que me deixou desanimado, meio que broxa a narrativa entende ?


Talvez a explicação esteja no fato de que Tolkein escreveu o livro para seus filhos pequenos e não pensava em publicá-lo, tem vários pontos fortes sim, tem um mensagem muito boa na história sobre amizade e ganancia, escondida sobre a aventura na terra média. Realmente por tantos acontecimentos você chega ao final com um pensamento de que leu muita coisa, um livro bem mais longo. Talvez então seja o caso de não começar a ler as histórias desse mundo por este livro, talvez começar pela saga dos Senhor dos Anéis, e se você gostar do mundo que lhe foi apresentando, complementar a leitura com O Hobbit.